O meu herói vestia vermelho e carregava a bandeira do Brasil. Hoje, não se faz as duas coisas juntas...
Naquele domingo, assim como hoje, 1° de maio, 22 anos atrás, eu acordei com uma grande expectativa: a primeira vitória do Ayrton Senna pela Williams em San Marino. A primeira vitória dele pela McLaren havia sido no mesmo local. Eu estava confiante.
Naquele início de tarde, daquele dia, tudo mudou. Ainda não havia sentindo a dor da perda de uma pessoa querida. Ele não era só um piloto de Fórmula 1, era a alegria e o orgulho do país.
Ele não me alegrava só nas “manhãs de domingo”. Eu o via nas manhãs de sábado, no Fantástico domingo à noite, no Globo esporte da segunda-feira na hora do almoço. Sem falar em outras ocasiões em que ele aparecia na TV. O Senna é uma daquelas pessoas que, mesmo sem conhecer, me dá alegria só de ver.
Eu abdiquei de vários passeios familiares, aos domingos, só para ficar em casa e vê-lo correr. Melhor que isso, eu ficava em casa para vê-lo vencer, levantar a bandeira do Brasil e o ouvir o “tan, tan, tan...”!
Tenho orgulho de tê-lo como referência! Exemplo de homem, pessoa, ser humano. Por ele sempre o mesmo carinho, a mesma admiração acompanhados de uma imensa saudade.
Um dia, o Brasil não será Macunaíma, será Ayrton Senna.

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