A primeira vez que eu vi pessoalmente o Cristovam Buarque foi no banheiro da Faculdade de Educação 5 - UnB, em 2007. Eu estava em um mictório e ele chegou para se aliviar... Eu todo de jeans e camiseta, e aparece um senhor de terno... Olhei, era ele. Eu falei com ele. Super gente boa, foi bem atencioso.
Nesse dia, ele estava em uma palestra com o ex-Ministro da Educação e finado Paulo Renato, no auditório Dois Candangos. De repente surge um movimento, organizado pelo CA de Pedagogia, convidando os estudantes para protestar contra o Paulo Renato. Eu não fui, mas ouvia os berros: "Paulo Renato, ladrão, inimigo da Educação." Os professores suspenderam as aulas. Quando eu estava saindo do prédio, vi o Cristovam sendo solidário ao Paulo Renato. Ele deixou a palestra antes do fim e o Cristovam o acompanhou e foram embora.
Bom, quero falar do Cristovam governador!
Em 1994, ele disputou as eleições para o Governo do Distrito Federal (GDF). Outros candidatos eram: Valmir Campelo (afilhado do Roriz), Maria de Lourdes Abadia (Rainha da Ceilândia) e outros que não lembro...
A Rainha da Ceilândia ficou indignada com o Roriz. Ela, sempre fiel aos "programas" de Roriz, não teve o apoio que precisava nessa eleição. Roriz preferiu o então senador do DF, Valmir Campelo. Ela ficou em terceiro lugar, com boa votação. Valmir e Cristovam foram para o 2º Turno.
No segundo turno, A Abadia serviu aquele prato que só se serve frio. Apoiou Cristovam! E ele venceu! Muitos eleitores da Abadia votaram nele. O voto, em 1994, era em cédulas e a contagem demorou alguns dias. A Dona Lourdes ganhou, de brinde, em 1995, a Secretaria de Turismo do Distrito federal.
Começa a era Cristovam (1995-1998). Cito dois bons programas.
Bolsa Escola: para as mães carentes que tinham filhos em idade escolar.
Saúde em Casa: médicos e enfermeiros atendiam em residências alugadas pelo GDF. Muitas ruas do DF contavam com esse serviço.
Algumas obras importantes:
A iluminação da Estrada Parque de Ceilândia.
Reformou a Rodoviária do Plano Piloto.
E asfaltou várias ruas da Ceilândia, inclusive a minha! Falou em asfalto para pobre, era festa!
Alguns deslizes:
Mudou a cor do slogan do BRB para vermelho. De 1964 até ontem, está azul, foi vermelho só no Governo Cristovam.
Leonardo Pareja (Se você não conhece a história desse cara, procure e se surpreenderá.), um dos bandidos mais descolados dos anos 1990’s, disse: “estou indo para Brasília. Nesse país melhor lugar não há...” Cristovam disse: "Aqui, ele não entra!" E fechou todas as “fronteiras” do Distrito Federal com a Polícia, o Bope e o escambau a quatro. Nesse dia, houve trocas de tiros da polícia com bandidos e um inocente foi vítima de bala perdida.
Em 1996 e 1998, fui prejudicado com duas greves de professores. Nesses anos, os professores paralisaram por quase quatro meses.
Tentou desocupar uma invasão, da área que hoje é a Região Administrativa da Estrutural, perto das Eleições de 1998... Pronto! Ganhou vários inimigos e presenteou, indiretamente, seus adversários políticos com eleitores dessa região.
Cristovam tentou a reeleição em 1998. Não ganhou. Segundo ele, “perdi porque não menti!” O vencedor foi Joaquim Roriz! Este não cumpriu quase nenhuma promessa de campanha feita!
Tenho muito apreço, estima e carinho pelo Cristovam! Desde quando tirei meu título de eleitor, voto nele! Até hoje canto o jingle de campanha dele. "Eita homem bom, vai governar com você no coração... Quem vê Cristovam, vê coração... Brasília vai mudar (vai sim) Com a frente popular (enfim). Com Cristovam no governo, nossa estrela vai brilhar no Distrito Federal!"
Ele é um dos personagens que marcaram a minha adolescência.

Que nostalgia seu texto. Tbm fui adolescente nessa época. Saudades desse tempo.
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