Um belo dia para não ser babaca...
Advogado: Roberto Leal?
Roberto Leal: Sim.
Advogado: Gostaria de saber se o senhor gostaria de mover uma ação contra os Mamonas Assassinas. Eles estão satirizando uma música sua!
Roberto Leal: Não! Se não fosse eles, eu não teria retornado à Mídia!
No mundo da música, há vários artistas que, para mim, “não fede nem cheira”: Rolling Stones, Nirvana, Gun’s, Jota Quest, Zé Ramalho...
Uma das grandes febres dos anos 1990’s eu não peguei. Na época do estouro dos Meninos de Guarulhos, eu simplesmente ignorei. Algumas palavras que eles cantavam, eu sequer tinha coragem de falar na frente da minha mãe.
Não eles, mas em 1995/1996, vieram artistas irrelevantes para as FM’s, como o É o Tchan (e as cópias), o Negritude Jr. (e as cópias) e os MC’s do Rap Brasil. Não tive/tenho nada contra pessoas que os ouviam, mas nessa época, eu era adolescente e estava interessado em outros sons e tinha outras preocupações (hormônios em fúria + pais incompreensivos + paixões por garotas e às vezes por professoras gostosonas).
Ninguém no Brasil alcançará o que os Mamonas alcançaram! Lembro que, por toda rua por onde eu passava para ir a qualquer lugar, praticamente todas as casas estavam com os rádios ligados nas alturas ao som do Dinho & Cia! Na escola, no ônibus, na padaria, na Igreja... Só falavam nos caras!
O sucesso deles era visível... Sem o jabá da gravadora eram executados exaustivamente pelas AM’s e FM’s Brasil afora, bombaram audiências de programas de auditório, seis shows por semana, às vezes três ou dois por dias - venderam mais de dois milhões de cópias de Discos... Todas as 14 músicas que lançaram foram cantadas sílaba por sílaba, por crianças e adolescentes. Viveram dias de Beatles!
Eles fizeram sucesso no momento certo, na época certa! Hoje, a maioria das pessoas que choraram mil rios de lágrimas pela perda dos Mamonas, viraram os “Embaixadores da Correção Política”. A caretice reina na sociedade atual... Conseguimos achar preconceitos, discriminações nas instruções de montagens de brinquedos do Kinder Ovo à Bíblia. Tudo é motivo de processo!
Anos atrás eu pensei: Caramba, o último Fenômeno da Música Brasileira passou e eu não curti!
Assim como o Raul Seixas, o “Canto do Cisne” dos Mamonas foi aqui em Brasília. O último show deles foi no Mané Garrincha.
Que as próximas gerações sejam mais Mamonas e menos Bousonaros, Gians Uilis, Sacomotos, Aécios, Lulas...

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