O RPM começou a despencar quando iniciou a briga de egos entre Paulo Ricardo e Luiz Schiavon. O Luiz fazia tudo pelo grupo, mas quem ia para as capas das revistas era o Paulo Ricardo. O auge era estrondoso que tiveram até um especial do Globo Repórter só para eles.

No showbizz, o público sempre foca a sua atenção no vocalista e no guitarrista. Qualquer outro instrumentista é apenas um mero coadjuvante no grupo. E o Luiz, tecladista, não aceitava isso. Vamos combinar? O estilo rapaz-que-toda-mãe-quer-como-genro do Paulo Ricardo é bem melhor que o do Schiavon. Ainda hoje, o Paulo Ricardo ostenta o seu sex appeal. É envelhecido, porém impecável.
Eles foram alertados, várias vezes, que essas brigas acabaria com o RPM.
Em 1988, lançaram um LP sem a mesma vida do anterior: “Quatro Coiotes”. A arrogância do grupo contribuiu para o fim. Diante da fartura, dispensavam até trilhas sonora de novelas da Globo. Eles não queriam que as músicas deles estivessem relacionadas a personagens da ficção. Dentre outras situações de soberba o LP vendeu quase 1/10 do que vendeu o “Rádio Pirata”.
Com a convivência, dentro da banda, forçada, ninguém se entendia mais. Luiz Schiavon, para piorar as relações dentro da banda, foi à gravadora CBS solicitar um disco solo. Isso soou mal dentro do grupo. Os outros três ficaram irados com essa situação e acabaram com a banda.
Desde então, eles continuaram trabalhando no cenário musical. Ensaiaram uma volta em 2002. Porém, eles viram caricaturas deles mesmos.
Se entenderam novamente em 2014, estão desde esse ano comemorando os 30 anos do RPM...
Que cascata, viu! Velho, já deu! RPM para mim é de 1984-1989.
Eu quero ter uma boa imagem deles, mas eles fazem tudo para manchá-la!







