Impossível falar de Rock Nacional sem mencionar o RPM. O álbum de estréia "Revoluções por minuto", de 1985, é um dos clássicos, não só do Rock, da música brasileira.
Nessa época, o RPM era composto por: Paulo Ricardo (voz/baixo), Luiz Schiavon (teclados) e Fernando Deluqui. (guitarra). No início da turnê do LP, foi integrado ao grupo o baterista Paulo Antônio Pagni, o PA.
A água de Brasília era abençoada para quem queria viver fazendo Rock. O Paulo Ricardo morou uns dois ou três anos na 209 sul, nos anos 1970's.
O RPM foi uma das bandas que me levaram a curtir Rock. No ano do estouro da banda, em 1986, eu tinha 6 anos. Cansei de vê-los no Globo de Ouro, Cassino do Chacrinha, Clube do Bolinha, Perdidos na Noite... E o estilo deles me encantava. A minha mania de tocar "guitarras imaginárias" ouvindo música começou quando eu os via na TV.
Eles, nos últimos 25 anos, fazem de tudo para estragar a boa imagem que tenho deles. Estão tatuados na minha memória afetiva, não dá para esquecê-los e ignorá-los.
Ainda fico arrepiado quando ouço a "Rádio Pirata" e amo gritar o refrão: "Toquem o meu coração...". Demorei anos para entender o sentido de "Louras Geladas". "Revoluções por minuto", "Cruz e a espada" e a "Olhar 43" são outras que destaco desse LP de estreia da banda.
Todas as 11 músicas do "Revoluções por Minuto" que são:
"Rádio Pirata", "Olhar 43", "A Cruz e a Espada", "Estação do Inferno", "A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade", "Louras Geladas", "Liberdade/Guerra Fria", "Sob a Luz do Sol", "Juvenília", "Pr'esse Vício" e a faixa título "Revoluções por Minuto" estão no youtube. Mas prefiro o bom e velho vinil. Pegar o disco, ver e admirar a capa e o encarte, sentir a música de maneira pura.
O "Revoluções por Minuto" foi um marco na história do cenário musical brasileiro. Merece mais atenção.
(continua)

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