domingo, 1 de maio de 2016

Senna Vive

O meu herói vestia vermelho e carregava a bandeira do Brasil. Hoje, não se faz as duas coisas juntas...
Naquele domingo, assim como hoje, 1° de maio, 22 anos atrás, eu acordei com uma grande expectativa: a primeira vitória do Ayrton Senna pela Williams em San Marino. A primeira vitória dele pela McLaren havia sido no mesmo local. Eu estava confiante.
Naquele início de tarde, daquele dia, tudo mudou. Ainda não havia sentindo a dor da perda de uma pessoa querida. Ele não era só um piloto de Fórmula 1, era a alegria e o orgulho do país.
Ele não me alegrava só nas “manhãs de domingo”. Eu o via nas manhãs de sábado, no Fantástico domingo à noite, no Globo esporte da segunda-feira na hora do almoço. Sem falar em outras ocasiões em que ele aparecia na TV. O Senna é uma daquelas pessoas que, mesmo sem conhecer, me dá alegria só de ver.
Eu abdiquei de vários passeios familiares, aos domingos, só para ficar em casa e vê-lo correr. Melhor que isso, eu ficava em casa para vê-lo vencer, levantar a bandeira do Brasil e o ouvir o “tan, tan, tan...”!
Tenho orgulho de tê-lo como referência! Exemplo de homem, pessoa, ser humano. Por ele sempre o mesmo carinho, a mesma admiração acompanhados de uma imensa saudade.
Um dia, o Brasil não será Macunaíma, será Ayrton Senna.

domingo, 3 de abril de 2016

Roberto Carlos (1967 -1969)

 Meus bisavós, meus avós, meus pais e tios gostavam/gostam de Roberto Carlos. Hoje eu gosto e meus filhos indiretamente ouvem.
Nos anos 1980 e 1990, nas manhãs de domingo, a rádio Planalto exibia um programa só com músicas do Roberto Carlos. Esqueci o nome. Não lembro se era "Os bons tempos voltaram" ou "Especial Rei Roberto Carlos". Nem posso confirmar o nome nem se o programa ainda existe. Os meus rádios não pegam a frequência AM.
Carrego um peso enorme de ser preconceituoso com as músicas do Rei. Dizia que era "trilha sonora para usar tanque e fogão".
Hoje, mais maduro, depois de ouvir todos os discos do Rei. Digo que a melhor fase dele é de 1967-1969: Em Ritmo de Aventura - 1967; O Inimitável - 1968; As Flores do Jardim da nossa casa - 1969. O de 1980 é bom, do ano em que eu nasci, traz aquele música "Guerra dos meninos".
Hoje, para os mais novos é bom dizer: Ao ir às Lojas Americanas, compre dois CD's de cada um desses quatro trabalhos do Rei. Fique com um conjunto de quatro e dê o outro para o seu amor.
Tantos versos das letras, de algumas músicas desses discos do Robertão, eu poderia ter usado em minhas relações amorosas.
Meu TOP 10 do Rei é mais ou menos assim:
01 - Por isso corro demais
02 - Eu te amo, te amo, te amo
03 - As flores do jardim da nossa casa
04 - Quando
05 - Você deixou alguém a esperar
06 - Não vou ficar
07 - E não vou mais deixar você tão só
08 - Você não serve pra mim
09 - Quero ter você perto de mim
10 - É meu, é meu, é meu
Bis final: Guerra dos meninos. "Hoje eu tive um sonho que foi o mais bonito que eu sonhei em toda a minha vida."
Com 35 anos de idade, estou na fase fase do "Em ritmo de aventura". Que começa com a "Eu sou terrível" e acaba com "Só vou gostar de quem gosta de mim".


segunda-feira, 7 de março de 2016

RPM: 30 anos do estouro - parte final



O RPM começou a despencar quando iniciou a briga de egos entre Paulo Ricardo e Luiz Schiavon. O Luiz fazia tudo pelo grupo, mas quem ia para as capas das revistas era o Paulo Ricardo. O auge era estrondoso que tiveram até um especial do Globo Repórter só para eles.



No showbizz, o público sempre foca a sua atenção no vocalista e no guitarrista. Qualquer outro instrumentista é apenas um mero coadjuvante no grupo. E o Luiz, tecladista, não aceitava isso. Vamos combinar? O estilo rapaz-que-toda-mãe-quer-como-genro do Paulo Ricardo é bem melhor que o do Schiavon. Ainda hoje, o Paulo Ricardo ostenta o seu sex appeal. É envelhecido, porém impecável.
Eles foram alertados, várias vezes, que essas brigas acabaria com o RPM. 
Em 1988, lançaram um LP sem a mesma vida do anterior: “Quatro Coiotes”. A arrogância do grupo contribuiu para o fim. Diante da fartura, dispensavam até trilhas sonora de novelas da Globo. Eles não queriam que as músicas deles estivessem relacionadas a personagens da ficção. Dentre outras situações de soberba o LP vendeu quase 1/10 do que vendeu o “Rádio Pirata”.


Com a convivência, dentro da banda, forçada, ninguém se entendia mais. Luiz Schiavon, para piorar as relações dentro da banda, foi à gravadora CBS solicitar um disco solo. Isso soou mal dentro do grupo. Os outros três ficaram irados com essa situação e acabaram com a banda.
Desde então, eles continuaram trabalhando no cenário musical. Ensaiaram uma volta em 2002. Porém, eles viram caricaturas deles mesmos.
Se entenderam novamente em 2014, estão desde esse ano comemorando os 30 anos do RPM...
Que cascata, viu! Velho, já deu! RPM para mim é de 1984-1989. 
Eu quero ter uma boa imagem deles, mas eles fazem tudo para manchá-la!




 Sobre o RPM: O Globo Repórter de 1986 (clique aqui) e o Por toda a minha vida de 2010(clique aqui)

domingo, 6 de março de 2016

RPM: 30 anos do estouro - parte III


Contra as regras do mercado fonográfico, Paulo Ricardo & cia, surpresos com o sucesso "pirateado" da "London, London", gravaram no Anhembi o primeiro disco ao vivo do RPM.
Convidaram Marco Mazzola para ser o produtor. Bem, o disco tem uma sonoridade tão limpinha que parece ter sido gravado em estúdio.
Por onde o RPM ia, causava alvoroços. No áudio do LP quase não se ouve frissons, gritos estéricos, choros nervosos do público feminino. Meninas se acotovelavam, nas apresentações do RPM, para ver o Paulo Ricardo e, geralmente, precisavam de atendimento médico, pois desmaiavam.
Em 1986, a banda lança o "Rádio Pirata - ao vivo". Não sei se foi jogada de marketing. O RPM, nessa época, tinha um grande hit: Rádio Pirata. Várias rádios pirateavam músicas deles, gravando-as durante os shows da banda e disponibilizando-as nas FM's. Se foi um mero trocadilho, foi bem articulado.
O LP/K7 foi composto por grandes sucessos da banda e três músicas inéditas: "Flores Astrais" dos Secos e Molhados, a instrumental "Naja" e a arrasa quarteirão "Alvorada Voraz".
Em 1986, o cenário econômico demandava austeridade (Alguma semelhança com 2015/2016?). Essa situação não impediu de esse LP ser o mais vendido da história fonográfica brasileira. Para mim, isso não é "juris et de jure". Há controvérsias. Há quem diga que o disco vendeu 2,5 milhões de cópias; 3,5 milhões; 4 milhões.
A Xuxa, por exemplo, oficialmente, vendeu mais 3 milhões de cópias do "Terxeiro Xou da Xuxa". O fato é: o RPM é a única banda nacional que vendeu mais de 2,5 milhões de cópias de um disco.
Esse fato causou desconforto em uma certa banda de Brasília: Legião Urbana. Eles estavam se preparando para lançar um LP duplo e veio a fatídica notícia da indústria fonográfica: Não tem onde (gráficas) e nem material (vinil e fitas cromos) para fazer esse projeto.
O mercado fonográfico estava sob o RPM. O "Rádio Pirata" teve que ser prensado aqui e até na Argentina. O LP vendia como água e os fãs do RPM se multiplicavam como coelhos.
Isso não seria problema atualmente. Hoje são poucas as pessoas que compram LP/CD. Para muitos, música virou arquivo de computador, celular e pen-drive.
Para mim, não ter esse LP duplo da Legião foi bom. A banda lançou o "Dois" em 1986 e as músicas que não puderam ser lançadas nesse LP, foram lançadas em 1987 no LP "Que país é este". O sucesso de "Faroeste Caboclo" seria ofuscado pelas músicas do Paulo Ricardo (ops!) do RPM, com certeza.
O assustador sucesso desse disco ao vivo do RPM causou vários atritos entre o Paulo Ricardo e o Luiz Schiavon. O Tecladista era o faz-tudo da banda, porém a mídia queria o rosto e o corpo do vocalista/baixista. Caetano Veloso amava os ombros do Paulo Ricardo.
(Continua)


sábado, 5 de março de 2016

RPM: 30 anos do estouro - parte II

Quando o RPM contratou o Ney Matogrosso para ser o diretor artístico da banda, a imagem do quarteto mudou. Foi curto e grosso: “Isso o que estão fazendo não é show, é execução de músicas ao vivo!”, “Vocês não preparam de forma coerente a programação das músicas.”; “Precisam de músicas mais lentas”.
O primeiro LP deles foi lançado em 1985. Para show, o repertório artístico era limitado: 11 músicas. Bancavam covers do Pink Floyd, do David Bowie e do The Doors para dar liga às apresentações.
Paulo Ricardo, Luís Schiavon, Fernando Deluque e o PA seguiram todas as instruções do Ney. E colocaram no Repertório a “London, London” do Caetano Veloso.
Antes de formar o RPM, Paulo Ricardo era crítico musical da editora SomTrês e trabalhava em Londres. Ele se identificava com a letra da música. Ela o fazia lembrar o tempo em que trabalhava na terra da Rainha.
As apresentações do RPM, dirigidas por Ney Matogrosso, deram o que falar. "Locutores de rádio" portando walkmans gravavam as músicas inéditas da banda e as executavam nas rádios. Isso fez com que a “London, London” ficasse conhecida e em primeiro lugar nas paradas. Daí vem uma situação inusitada na história da música mundial. Ter uma música em 1º lugar, mas não havia gravação oficial em LP/K7!
A música “London. London” do RPM faz eu recordar as tardes em que eu ficava sozinho em casa com a minha mãe. Minha irmã ia para a escola e eu, fora da idade escolar, tinha que brincar sozinho na garagem da minha casa. Indiretamente ouvia “London, London”. Sempre havia um vizinho que ouvia essa música do RPM com o volume nas alturas.
Com jabá, as rádios executam 30 vezes por semana uma música na frequência FM. Sem o Jabá, a "London, London" passava das 70 execuções semanais. Como moneytizar isso? Gravar um LP ao vivo. Até então ninguém na história da música havia gravado um LP ao vivo após o LP de estréia...
Continua

sexta-feira, 4 de março de 2016

RPM: 30 anos do estouro - parte I

Impossível falar de Rock Nacional sem mencionar o RPM. O álbum de estréia "Revoluções por minuto", de 1985, é um dos clássicos, não só do Rock, da música brasileira.
Nessa época, o RPM era composto por: Paulo Ricardo (voz/baixo), Luiz Schiavon (teclados) e Fernando Deluqui. (guitarra). No início da turnê do LP, foi integrado ao grupo o baterista Paulo Antônio Pagni, o PA.
A água de Brasília era abençoada para quem queria viver fazendo Rock. O Paulo Ricardo morou uns dois ou três anos na 209 sul, nos anos 1970's.
O RPM foi uma das bandas que me levaram a curtir Rock. No ano do estouro da banda, em 1986, eu tinha 6 anos. Cansei de vê-los no Globo de Ouro, Cassino do Chacrinha, Clube do Bolinha, Perdidos na Noite... E o estilo deles me encantava. A minha mania de tocar "guitarras imaginárias" ouvindo música começou quando eu os via na TV.
Eles, nos últimos 25 anos, fazem de tudo para estragar a boa imagem que tenho deles. Estão tatuados na minha memória afetiva, não dá para esquecê-los e ignorá-los.
Ainda fico arrepiado quando ouço a "Rádio Pirata" e amo gritar o refrão: "Toquem o meu coração...". Demorei anos para entender o sentido de "Louras Geladas". "Revoluções por minuto", "Cruz e a espada" e a "Olhar 43" são outras que destaco desse LP de estreia da banda.
Todas as 11 músicas do "Revoluções por Minuto" que são:
"Rádio Pirata", "Olhar 43", "A Cruz e a Espada", "Estação do Inferno", "A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade", "Louras Geladas", "Liberdade/Guerra Fria", "Sob a Luz do Sol", "Juvenília", "Pr'esse Vício" e a faixa título "Revoluções por Minuto" estão no youtube. Mas prefiro o bom e velho vinil. Pegar o disco, ver e admirar a capa e o encarte, sentir a música de maneira pura.

O "Revoluções por Minuto" foi um marco na história do cenário musical brasileiro. Merece mais atenção.
(continua)

quarta-feira, 2 de março de 2016

U2 foi POP

O U2, geralmente, escolhe o mês de março para lançar seus álbuns. Isso contribui para eu ter grandes lembranças nesse mês.
No dia dois de março de 1997, eu estava vivendo a expectativa do lançamento do "POP" o CD mais "estranho" do U2. Lembro que os dias seguintes foram recheados de especiais do U2 na rádio Transámerica (Rock Review - especial U2) e na MTV (Dossiê U2), e a Showbizz passou quase 6 meses falando desse lançamento.
O Correio Braziliense desse dia (2/3/1997) escreveu uma matéria sobre o novo trabalho do U2 dividindo espaço com outra: o primeiro aniversário da morte dos Mamonas Assassinas (escrevi sobre eles em janeiro).
Muito se falou e pouco se confirmou sobre esse trabalho do U2. Uns diziam que o U2 não faria mais discos de Rock, as músicas do POP eram dançantes e perfeitas para pistas de dança... Não! Não foi isso.
Nessa época, eu já trabalhava, e eu deixava de comprar os livros da escola, só para ter os LP's/CD's do U2, a-ha, Tears for fears, "Pamaralamas", Legião e outros. E o preço do POP, em 1997, é o mesmo de hoje: R$19,90, nas Americanas.
O primeiro vídeoclip do POP foi "Discothèque". Hoje mais maduro, percebo que, esse vídeo, foi um dos piores momentos do grupo. A sonoridade e as imagens da banda na fotografia do clip não combinam com a "vaiper" U2. Essa música entrou na minha memória afetiva e em todas as festas que eu faço, ela toca! Putz! Aquela dancinha a la Village People no final do clip é ridícula.
Para mim, a pior música da carreira do U2 está nesse CD: "Wake Up Dead Man". O Bono preguiçoso para cantar e os acordes da banda totalmente inseguros no que estavam tocando.
Digo que o POP tem muita coisa boa: uma delas "If God will send his angels" que teve o vídeo lançado em dezembro/97 e faz lembrar o meu Natal desse ano. Além de a música fazer parte da trilha do filme "Cidade dos Anjos".
A "Gone" e a "Last Night on earth" são as provas que o U2 não abandonou o Rock. "Miami" e "The Playboy Mansion" fazem lembrar o U2 dos anos 1980"s e a sua admiração ao estilo "American way of life".
A balada "Staring at the sun" é a melhor música do disco! Se eu for fazer um top 10 das minhas preferidas do U2, ela estará lá. Não sei em qual posição, mas estará nessa lista.
"Staring at the sun" faz eu lembrar de muitas coisas que vivi naquele ano. Outra música do U2 que está tatuada na minha caixa chamada "memória afetiva".
POP é o pior (menos bom) disco do U2. Minha opinião comunga com a ideia da banda. Nas duas últimas turnês (Vertigo e 360º) os setlists dos shows do grupo quase não traziam músicas desse disco. Mesmo sendo o pior trabalho do U2, ele não perde importância na história da banda nem na minha história revolucionária adolescente.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Dia de São Valentim ou Dia de Patrick?

Em três cantos do mundo comemora-se o dia dos namorados (Valentine's Day). O quarto canto, no qual apenas o Brasil está, não se fala nessa festividade.
Bom, o PIB já dá uma bombada com o Carnaval em fevereiro. Não há necessidade de ter em um mês curto duas datas capitalistas. Joga isso para junho que nesse mês as pessoas estão sem motivo para ir às compras.
O que seria da Sessão da Tarde da Rede Globo, em dia de namorados, sem o Patrick Swayze? Que anos após anos revesou: Um ano "Dirty Dancing", no outro "Ghost". Há tempos não assisto à Sessão da Tarde, mas parece que até hoje isso continua.
Para mim o Patrick Swayze foi o homem de dois filmes (citados acima) e uma música (She's Like the wind). Um dos caras mais talentosos do cinema.
Impossível ouvir a "I've had the time of my life" do Bill Medley e da Jennifer Warnes, e a "Unchained Melody" dos Righteous Brothers sem lembrar dele.
No Brasil, seria mais justo e necessário o Dia dos Namorados ser batizado de Patrick's Day. Não seria nem uma homenagem seria uma forma de abrilhantar ainda mais o dia! Copiaríamos o nome da celebração do Padroeiro da Irlanda, mas tudo bem. Tudo que vem da Irlanda é legal, exemplo: U2.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A Era dos Halley



Quem viveu os anos de 1985/1986 pegou a febre dos Halley.
Quem não viveu, reze para viver até 2061. Explico:
Em 9 de fevereiro de 1986, passou um cometa bem próximo à Terra. Esse cometa, apelidado de Halley, é o que passa mais próximo do nosso planeta... de 75 em 75 anos.

Lembro por conta do dia 8/2 ser aniversário da minha irmã. E toda expectativa criada aconteceu um dia depois.
A época esse assunto estava em qualquer programa de televisão, do Jornal Nacional à Clube da Criança. Virou especial de TV, gibi, filme dos Trapalhões e até personagem do Balão Mágico.
Em 1986 eu tinha 5 anos e não tinha muita maturidade para guardar tantas informações da Nasa e já se passaram 30 anos, muita coisa eu já esqueci. Não se fala mais deste assunto desde 1987.

Ainda bem que temos hoje o Google. Ainda bem que naquela época tínhamos programas infantis na TV aberta. Saudades da minha infância querida que os anos não trazem mais.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O carro dos meus sonhos



"Eu - Você Trabalha na Fiat?
Uma pessoa - Não? Por que?
Eu - Porque você faz meu Tipo*."

Um carro que fez eu dizer: "Vou ter um desse quando eu crescer" foi o Fiat Tempra! Entre 1992/93 o carro era estilosíssimo!
O tempo passou, eu cresci... E o carro saiu de linha! Com o meu crescimento veio outra situação: Eu não gosto de dirigir! Eu detesto lavar carro! Hoje é impossível viver sem carro e eu só dirijo por obrigação.
Admiro pessoas que pegam estradas e passam o final de semana inteiro dando aquele grau no carro. Eu não consigo ficar 1h e meia dirigindo e só lavo carro de três em três meses.
Hoje não fazem carros como antigamente. Nas ruas vemos mais carros "prateados"... Motivo: É mais fácil de vender.
Um dos carros que eu jamais compraria é o Xsara Picasso. Já pensou? Eu dirigindo sentado num Picasso? Tá repreendido em nome de Jesus.
O critério para eu escolher um carro é o espaço do porta-malas. O Voyage é um veículo que admiro, mas não dou mais de R$ 30.000,00 em um carro. Seria massa ter um carro que dá nome a uma música!
O meu carro é um Classic azul metálico! Tem um espaçoso porta-malas e também dá nome a uma música! Fiz questão de pegá-lo na concessionária no dia 21/3 só para ter no documento a data de aniversário do Ayrton Senna.
Bem, já revi os meus conceitos e não dá mais para viver com carro 1.0. Tenho que deixar de ser mão de vaca.
* Tipo foi um modelo de carro produzido pela Fábrica Italiana de Automóveis de Turim (FIAT). Saiu de linha nos anos 1990's.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Capital Inicial, o Aerosmith brasileiro


"Bizz - Renato, por que a Legião não vai tocar no Roliudi Rock?
Renato Russo - Uê? Pra essas coisas simples tem o Capital Inicial."

O Capital Inicial foi a quarta banda de Brasília (Paralamas, Legião, Plebe) a ganhar notoriedade no cenário musical.
Há 30 anos foi lançado o primeiro LP da banda. Bom, mas não chega a ser um marco, apenas uma comemoração. O disco é nota 6,9 (Pô, quase 7). Dinho (vocal e piano: para fins nada musicais), Loro (guitarra), Fê (bateria) e Flávio (baixo) já estrearam com música (Música Urbana) na novela das oitos (Roda de Fogo) e venderam quase 400 mil cópias do primeiro LP.
Bozo Barreti e os produtores não entenderam o sucesso.Eles culparam a justiça do mundo: "Esse mundo é injusto, esses caras não tocam nada e fazem sucesso".
Eu, particularmente, acho o vocal do Dinho muito "forçado" e sem muita inspiração. Ele disse anos depois: "A única coisa que lembro das gravações do nosso primeiro disco é da 'farinha'. Cheirávamos na cauda de um piano que tinha no estúdio."
O disco teve censura! A música "Veraneio Vascaína" só podia ser ouvida por maiores de 18 anos. Tudo que é proibido atrai. É igual revista Playboy só tem grança de ver dos 13 aos 16 anos, depois perde a graça.
Bom o "negócio" do "Capital" era "dinheiro"! (Capitalismo Selvagem no trocadilho). Eles eram totalmente anti-Rede Globo, mas essa ideologia não os impediram de tocar (playbackar) no "Cassino do Chacrinha" e no "Globo de Ouro".
Se a Som Livre tivesse ouvido o LP todo, não colocaria "Música Urbana" na trilha de Roda de Fogo. Na música 3, "Psicopata", está escrito:
"...Sempre assisto à rede Globo
Com uma arma na mão 
Se aparece o Francisco Cuoco
Adeus televisão..."

No segundo LP, eles tiveram que acrescentar o Bozo Barreti (tecladista e pianista) ao grupo. O Dinho não estava usando o piano como manda o figurino... Brincadeira! Foram ordens da gravadora. "Devemos colocar um músico para dar experiência e qualidade ao grupo."
Para mim, esse LP, o Independência (1987) e o acústico (2000) são os melhores lançamentos da banda.
Hoje não os ouço... Putz! Copiaram a fórmula Aerosmith de fazer música. Bandas têm que amadurecer junto com o artista. Essa mania do Dinho querer bancar o garotão, o descolada da galera... Fazer música de adolescente, aos 51 anos é infantilidade...
O capital inicial tem um público bem eclético. Fãs dazantigas e molequinhos de Ensino Médio. Dinho Ouro-Preto, hoje, também, vive de falar mal do U2 e ser subserviente ao finado Renato Russo.



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Será que eu fui o único que não curtiu Mamonas?



Um belo dia para não ser babaca...
Advogado: Roberto Leal?
Roberto Leal: Sim.
Advogado: Gostaria de saber se o senhor gostaria de mover uma ação contra os Mamonas Assassinas. Eles estão satirizando uma música sua!
Roberto Leal: Não! Se não fosse eles, eu não teria retornado à Mídia!

No mundo da música, há vários artistas que, para mim, “não fede nem cheira”: Rolling Stones, Nirvana, Gun’s, Jota Quest, Zé Ramalho...
Uma das grandes febres dos anos 1990’s eu não peguei. Na época do estouro dos Meninos de Guarulhos, eu simplesmente ignorei. Algumas palavras que eles cantavam, eu sequer tinha coragem de falar na frente da minha mãe.
Não eles, mas em 1995/1996, vieram artistas irrelevantes para as FM’s, como o É o Tchan (e as cópias), o Negritude Jr. (e as cópias) e os MC’s do Rap Brasil. Não tive/tenho nada contra pessoas que os ouviam, mas nessa época, eu era adolescente e estava interessado em outros sons e tinha outras preocupações (hormônios em fúria + pais incompreensivos + paixões por garotas e às vezes por professoras gostosonas).
Ninguém no Brasil alcançará o que os Mamonas alcançaram! Lembro que, por toda rua por onde eu passava para ir a qualquer lugar, praticamente todas as casas estavam com os rádios ligados nas alturas ao som do Dinho & Cia! Na escola, no ônibus, na padaria, na Igreja... Só falavam nos caras!
O sucesso deles era visível... Sem o jabá da gravadora eram executados exaustivamente pelas AM’s e FM’s Brasil afora, bombaram audiências de programas de auditório, seis shows por semana, às vezes três ou dois por dias - venderam mais de dois milhões de cópias de Discos... Todas as 14 músicas que lançaram foram cantadas sílaba por sílaba, por crianças e adolescentes. Viveram dias de Beatles!
Eles fizeram sucesso no momento certo, na época certa! Hoje, a maioria das pessoas que choraram mil rios de lágrimas pela perda dos Mamonas, viraram os “Embaixadores da Correção Política”. A caretice reina na sociedade atual... Conseguimos achar preconceitos, discriminações nas instruções de montagens de brinquedos do Kinder Ovo à Bíblia. Tudo é motivo de processo!
Anos atrás eu pensei: Caramba, o último Fenômeno da Música Brasileira passou e eu não curti!
Assim como o Raul Seixas, o “Canto do Cisne” dos Mamonas foi aqui em Brasília. O último show deles foi no Mané Garrincha.
Que as próximas gerações sejam mais Mamonas e menos Bousonaros, Gians Uilis, Sacomotos, Aécios, Lulas...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Eita Homem bom


A primeira vez que eu vi pessoalmente o Cristovam Buarque foi no banheiro da Faculdade de Educação 5 - UnB, em 2007. Eu estava em um mictório e ele chegou para se aliviar... Eu todo de jeans e camiseta, e aparece um senhor de terno... Olhei, era ele. Eu falei com ele. Super gente boa, foi bem atencioso.
Nesse dia, ele estava em uma palestra com o ex-Ministro da Educação e finado Paulo Renato, no auditório Dois Candangos. De repente surge um movimento, organizado pelo CA de Pedagogia, convidando os estudantes para protestar contra o Paulo Renato. Eu não fui, mas ouvia os berros: "Paulo Renato, ladrão, inimigo da Educação." Os professores suspenderam as aulas. Quando eu estava saindo do prédio, vi o Cristovam sendo solidário ao Paulo Renato. Ele deixou a palestra antes do fim e o Cristovam o acompanhou e foram embora.
Bom, quero falar do Cristovam governador!
Em 1994, ele disputou as eleições para o Governo do Distrito Federal (GDF). Outros candidatos eram: Valmir Campelo (afilhado do Roriz), Maria de Lourdes Abadia (Rainha da Ceilândia) e outros que não lembro...
A Rainha da Ceilândia ficou indignada com o Roriz. Ela, sempre fiel aos "programas" de Roriz, não teve o apoio que precisava nessa eleição. Roriz preferiu o então senador do DF, Valmir Campelo. Ela ficou em terceiro lugar, com boa votação. Valmir e Cristovam foram para o 2º Turno.
No segundo turno, A Abadia serviu aquele prato que só se serve frio. Apoiou Cristovam! E ele venceu! Muitos eleitores da Abadia votaram nele. O voto, em 1994, era em cédulas e a contagem demorou alguns dias. A Dona Lourdes ganhou, de brinde, em 1995, a Secretaria de Turismo do Distrito federal.
Começa a era Cristovam (1995-1998). Cito dois bons programas.
Bolsa Escola: para as mães carentes que tinham filhos em idade escolar.
Saúde em Casa: médicos e enfermeiros atendiam em residências alugadas pelo GDF. Muitas ruas do DF contavam com esse serviço.

Algumas obras importantes:
A iluminação da Estrada Parque de Ceilândia.
Reformou a Rodoviária do Plano Piloto.
E asfaltou várias ruas da Ceilândia, inclusive a minha! Falou em asfalto para pobre, era festa!

Alguns deslizes:
Mudou a cor do slogan do BRB para vermelho. De 1964 até ontem, está azul, foi vermelho só no Governo Cristovam.
Leonardo Pareja (Se você não conhece a história desse cara, procure e se surpreenderá.), um dos bandidos mais descolados dos anos 1990’s, disse: “estou indo para Brasília. Nesse país melhor lugar não há...” Cristovam disse: "Aqui, ele não entra!" E fechou todas as “fronteiras” do Distrito Federal com a Polícia, o Bope e o escambau a quatro. Nesse dia, houve trocas de tiros da polícia com bandidos e um inocente foi vítima de bala perdida.
Em 1996 e 1998, fui prejudicado com duas greves de professores. Nesses anos, os professores paralisaram por quase quatro meses.
Tentou desocupar uma invasão, da área que hoje é a Região Administrativa da Estrutural, perto das Eleições de 1998... Pronto! Ganhou vários inimigos e presenteou, indiretamente, seus adversários políticos com eleitores dessa região.
Cristovam tentou a reeleição em 1998. Não ganhou. Segundo ele, “perdi porque não menti!” O vencedor foi Joaquim Roriz! Este não cumpriu quase nenhuma promessa de campanha feita!
Tenho muito apreço, estima e carinho pelo Cristovam! Desde quando tirei meu título de eleitor, voto nele! Até hoje canto o jingle de campanha dele. "Eita homem bom, vai governar com você no coração... Quem vê Cristovam, vê coração... Brasília vai mudar (vai sim) Com a frente popular (enfim). Com Cristovam no governo, nossa estrela vai brilhar no Distrito Federal!"
Ele é um dos personagens que marcaram a minha adolescência.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Barreira Humana para a Rainha dos Baixinhos


Sílvio Santos é mito! Quando ele começou a comandar o "Domingo no Parque", programa infantil, já contava com uma assistente de palco, a bela Marriete. A função dela era controlar o impeto e a bagunça da criançada; e deixar o Senor Abravanel livre de chateações com as crianças... Só bastava um "vai pra lá, oê" e uma piscada para a assistente, a ordem estava restabelecida no palco.
Quando a Xuxa foi para a Globo, em 1986, foi "vacina". No Clube da Criança, programa de sua emissora anterior, era difícil controlar as crianças sozinha no palco. Ela precisava de "alguém" para ajudá-la.
Bem, já na estréia do programa Xou da Xuxa, que era gravado no estúdio localizado na Rua Saturnino de Brito, 74 - Jardim Botânico - CEP 22.470 - Rio de Janeiro; as Paquitas já estavam lá.
Elas formavam uma verdadeira barreira humana, vestidas com fardinhas azul ou vermelha e shortinho branco e dizendo duas palavras para a pirralhada: "para trás, para trás".
Barreira como essa foi usada em outros programas infantis, apresentados pela Angélica (uma das Angeliquetes foi a atriz Giovanna Antonelli) e pela Mara Maravilha (Trio Maravilha).
Eu sei que várias moças foram Paquitas. Todas eram lindas, brancas caucasianas, look loiro com franjinha e belas dançarinas.
Por isso que é difícil saber quem é/foi a Xiquita, a Pituxa, a Catuxa, a Miuxa, a Catuxita, a Xiquita... E só Deus sabe quantas cadelas foram batizadas com algum desses nomes Brasil afora.

A Som Livre e a fábrica de hits Michael Sullivan e Paula Massadas viram outra serventia para as assistentes da Xuxa, além de espantar crianças da beira do palco. Gravaram com as garotas um LP que vendeu mais de 800 mil cópias... "É tão bom, bom, bom, bom, Quem quer pão, pão, pão..."
Para terminar, descobri via google, anos atrás: a Letícia Spiller foi a Pituxa. Depois Babaloo (Quatro por Quatro), Maria Regina (Suave Veneno), Viviane ( Senhora do Destino)... Um dia cobrarei o tal pão que ela oferecia "pela televisão".